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Apesar de medida protetiva, mulher é morta na rua por agressor em SP

Crime foi no sábado e o criminoso foi preso no domingo

Por: Redação Fonte: Agência Brasil
05/01/2026 às 13h22
Apesar de medida protetiva, mulher é morta na rua por agressor em SP
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Civil de São Paulo prendeu José Vilson Ferreira, de 29 anos de idade, na tarde de domingo (4), autor do feminicídio contra Carla Carolina Miranda da Silva. Ela foi esfaqueada pelo agressor no bairro da Liberdade, região central da capital paulista, na noite de sábado (3).

Capturado no Jabaquara, zona sul, o agressor foi indiciado por feminicídio e descumprimento de medida protetiva de urgência, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

“Policiais civis do Garra/Dope realizaram diligências, em apoio à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e detiveram o autor, que foi encaminhado à unidade policial e permaneceu à disposição da Justiça”, diz nota da SSP-SP.

Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (5), conforme confirmou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). “Trata-se de cumprimento de mandado de prisão. Não foram identificadas irregularidades no cumprimento e ele segue preso”, diz a nota.

Imagens de câmeras que circulam em redes sociais mostram que o crime aconteceu na via pública. É possível ver a vítima andando pela calçada, quando o homem aparece caminhando de encontro a ela. Carla tenta fugir, mas o agressor corre, a alcança e desfere os golpes com a faca.

Segundo informações divulgadas pelo Projeto Justiceiras, que atua no acolhimento e orientação técnica para mulheres vítimas de agressão, quase um ano antes do crime Carla havia denunciado o agressor por violência doméstica. Ela obteve medida protetiva determinando que ele não se aproximasse.

Ainda conforme a organização, a vítima foi socorrida e levada ao hospital, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Feminicídios

A capital paulista teve aumento dos casos de feminicídios em 2025 , quando registrou o maior número para um ano desde que a série histórica foi iniciada, em abril de 2015, mesmo sem a consolidação dos dados de dezembro.

No final de novembro, houve grande repercussão do atropelamento de Tainara Souza Santos, arrastada presa embaixo do veículo por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. Na ocasião, a vítima teve as pernas severamente mutiladas. Ela chegou a ser socorrida, passou por cirurgias, mas morreu na noite de 24 de dezembro, aos 31 anos, deixando dois filhos.

O autor da agressão, Douglas Alves da Silva, foi preso no dia seguinte ao crime após investigações da Polícia Civil. O delegado Fernando Barbosa Bossa, responsável pela investigação que levou à prisão do autor do atropelamento, classificou a ocorrência como tentativa de feminicídio, sem possibilidade de defesa da vítima e com requintes de crueldade.

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