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No Dia Mundial de Prevenção ao Câncer de Colo do Útero, SES/TO alerta para diagnóstico precoce e cuidado contínuo com a saúde da mulher

Segundo o Inca, esse é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no Brasil

Por: Redação Fonte: Secom Tocantins
26/03/2026 às 22h51
No Dia Mundial de Prevenção ao Câncer de Colo do Útero, SES/TO alerta para diagnóstico precoce e cuidado contínuo com a saúde da mulher
Ginecologista obstetra Alessandra Bianchini Daud durante atendimento no HGP, unidade de referência na assistência a mulheres em tratamento do câncer de colo do útero - Foto: Luciana Barros/Governo do Tocantins

Neste Dia Mundial de Prevenção ao Câncer de Colo do Útero, lembrado em 26 de março, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES/TO) reforça a importância do diagnóstico precoce e do cuidado contínuo com a saúde da mulher. A realização periódica do exame preventivo, a vacinação contra o HPV e o acompanhamento regular são medidas essenciais para reduzir os casos e aumentar as chances de cura.

A coordenadora da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital Geral de Palmas (HGP), Alessandra Bianchini Daud, explica que o HPV, ou papilomavírus humano, é um vírus muito comum, transmitido principalmente pelo contato direto com a pele ou mucosa infectada, sendo a principal forma de transmissão a via sexual. “Isso inclui não apenas a relação com penetração, mas também o contato íntimo entre regiões genitais, anal e oral. Existem diferentes tipos de HPV: alguns são de baixo risco e podem causar verrugas genitais, principalmente os tipos 6 e 11; já os de alto risco, como os tipos 16 e 18, estão associados ao desenvolvimento de câncer e são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero”, pontua.

A especialista destaca que não existe tratamento específico para eliminar o vírus, mas sim para as lesões causadas por ele. “As verrugas genitais podem ser tratadas com substâncias químicas, crioterapia, cauterização ou pequenos procedimentos cirúrgicos. Já as lesões precursoras do câncer podem exigir a retirada da área afetada, por meio de procedimentos como a exérese da zona de transformação ou a conização, sempre conforme a indicação médica”, ressalta.

Ela acrescenta que, quando há progressão para câncer, o tratamento depende do estágio da doença. “Pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Por isso, a prevenção é fundamental e, hoje em dia, a principal forma é a vacinação contra o HPV, que é segura, eficaz e capaz de reduzir significativamente o risco de cânceres relacionados ao vírus”, reforça a coordenadora da equipe de ginecologia e obstetrícia do HGP, Alessandra Bianchini Daud.

Tratamento no SUS

O atendimento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Tocantins tem início na Unidade Básica de Saúde (UBS), responsável pela identificação de casos suspeitos e encaminhamento para investigação diagnóstica.

Após a confirmação da doença, os pacientes são direcionados às Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons). O Hospital Regional de Araguaína (HRA) é referência na Macrorregião Norte, enquanto o HGP atende à Macrorregião Centro-Sul.

A rede pública estadual disponibiliza exames como citopatológico do colo do útero, biópsias e exames de imagem, além de tratamentos que incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e acompanhamento multiprofissional.

Dados

Segundo a Gerência da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer, da SES/TO, em 2024, o Tocantins superou a meta de realização de exames citopatológicos do colo do útero, alcançando 28%, acima dos 20% pactuados no Plano Estadual de Saúde (PES). Em 2025, foram realizados 31.781 exames na população-alvo, composta por mulheres de 25 a 64 anos, atingindo 30% da meta estabelecida.

Em relação aos óbitos, dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) apontam que, em 2024, foram registrados 77 óbitos por câncer do colo do útero no estado, número que caiu para 60 em 2025.

Vacinação

No Brasil, a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no SUS desde 2014 para meninas e meninos de 9 a 14 anos, faixa etária em que a imunização é mais eficaz. Periodicamente, a estratégia de vacinação é ampliada para alcançar outros públicos.

Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) mostram que, em 2025, o Tocantins alcançou cobertura vacinal de 95,21% entre meninas e 83,91% entre meninos. Entre 1º de janeiro e 3 de março de 2026, os índices já atingiram 78,54% e 72,38%, respectivamente.

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