Rede municipal de Araguaína deve retomar aulas presenciais na próxima semana

As aulas presenciais a rede municipal de Araguaína, no norte do Tocantins, devem retornar na próxima terça-feira (3). As atividades estão suspensas desde 16 de março. O retorno chegou a ser programado para agosto e depois setembro, mas foi adiado nas duas vezes.

Araguaína, que é o segundo município com mais casos de coronavírus no Tocantins. São 15.933 diagnósticos desde o início da pandemia. O número de mortes é o maior do estado, 225.

A Secretaria Municipal de Educação confirmou a volta às aulas presenciais. O município vai adotar um modelo em que parte dos estudantes irá à escola durante uma semana, enquanto o restante estuda em casa. Na semana seguinte é feito o revezamento.

Haverá demarcação nas salas para que o distanciamento mínimo de 1,5 metro seja respeitado, além de medição de temperatura na entrada das escolas e uso obrigatório de máscaras. “A nossa realidade, a nossas crianças precisam estudar. A gente tem que ir se adaptando mesmo que seja um risco, mas esse risco, na verdade, todos nós corremos todos os dias”, comentou a Elisângela Vieria.

A Tamara Lais tem dois filhos matriculados na rede municipal e disse que não sente segurança para o retorno. “Eu acho que não seria viável no momento a volta das aulas. Acho que a gente poderia esperar, já ficou até agora com as atividades através da internet, a gente buscando as apostilas. Mesmo que tome os devidos cuidados e as crianças fiquem longe uma da outra, mas criança fica aqui e quando vai ver já não está. Então, não tem jeito para a criança não ter contato com a outra”, comentou.

A volta das aulas ainda em 2020 foi um pedido feito pelo Ministério Púbico do Tocantins e a promotoria de justiça está acompanhando o plano de retomada. Por outro lado, o sindicato dos trabalhadores da educação é contrário às aulas presenciais nesse momento.

“Nós estamos preocupados sim com a educação dessas crianças, mas principalmente com a saúde deles, dos familiares e dos profissionais. Esses protocolos que estão sendo exigidos não garantem que as pessoas não se contaminem”, disse a presidente do Sintet de Araguaína, Rosy Franca.

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